terça-feira, maio 26, 2009
terça-feira, dezembro 16, 2008
Um pequeno apontamento...
... despedi-me hoje! Estou feliz e pronta para abraçar um novo desafio, que já aceitei.
Desejem-me sorte e torçam por mim!
Mais pormenores, num jantar perto de vós :)
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anita
às
4:42 p.m.
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quarta-feira, dezembro 05, 2007
as coisas eu aprendo
A surpresa:
diz a professora iêlêna que os patos na Rússia fazem tchiê tchiê tchiê. Se calhar, fazem muito bem, porque quac quac pode, em determinadas circunstâncias, ser um bocado informal. Ou então é da gripe e os nossos patos estão atacados dos brônquios. Ainda estive para perguntar que som fazem as galinhas russas, mas depois tive medo de não aguentar o clash cultural.
A queda de um mito:
ainda não aprendi quase nenhuma palavra que terminasse com o som ski. Sinto-me defraudada pelas dezenas de filmes americanos que preencheram de forma tão pitoresca a minha adolescência, nos quais víamos representados todos os estereótipos soviéticos – do casal velhote com a vodka ao perseguido e deportado para a Sibéria. Esteriotipiski? Perseguidiski? Deportadiski? Não? Defraudada, camaradas! Defraudada!
"postado" pela menina
mines
às
1:40 p.m.
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terça-feira, novembro 27, 2007
pensamento do dia
Ser-se poliglota e o cão não obedecer em língua nenhuma...
"postado" pela menina
mines
às
9:35 a.m.
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sexta-feira, novembro 23, 2007
profissões e outro palavreado que tal
com imensa utilidade: Já sei dizer militsiêne (polícia) e pensionier (reformado). Suponho que estas palavras façam jeito na Rússia.
PS: Na última aula brilhei: soube dizer, assim de cabeça, uma palavra inteirinha com duas sílabas. É um bocado ridículo. Mas mais porque foi o momento alto da minha semana.
"postado" pela menina
mines
às
3:35 p.m.
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sexta-feira, novembro 16, 2007
dica da professora iêlêna
para melhor memorizar vocabulário em russo: “falem alto quando estão sozinhos!”
A técnica tenho-a eu toda. Muito antes do russo. Só que agora, justifica-se.
"postado" pela menina
mines
às
12:18 a.m.
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sexta-feira, novembro 02, 2007
um update do meu ruski
Contava eu ainda há pouco à Inês que adoptei a famosa técnica do post-it pela casa fora para memorizar algum vocabulário em russo.
Good news: funciona! Downside? Ainda bem que perguntam:
- já tentei colar um post-it a dizer coбaka na testa do Lucas mas ele não cooperou. Nem o coбaka, nem o post-it que não cola.
- de cada vez que lavo os dentes lembro-me da família inteira (mesmo a que não tenho) por causa dos graus de parentesco.
- no outro dia fui almoçar com a minha avó e, mal entrei em casa, a primeira coisa que ela me disse após demorados segundos de concentração (sobrolho erguido e rugazinha no meio da testa included) foi “babuska”, ou seja, avó. Ela memorizou à primeira. Eu não. O Rodolfo acha que ela decidiu alinhar porque tem medo que eu entre em casa um dia a cantar a Internacional.
- quando tento dizer qualquer coisa em russo tenho tendência para usar um tom de voz mais agressivo do que o normal e para tentar enfiar a palavra okнo (lê-se áknô) em toda e qualquer frase, porque foi aquela que eu consegui memorizar logo na primeira aula. Escusado será dizer que há um limite para o número de vezes que alguém te tolera sentado à mesa a dizer “isto é uma janela!” com ar violento, sem se rir.
- a minha casa parece a Zara em época de saldo só que as etiquetas nos objectos em vez de dizerem 20% desconto fazem lembrar hieróglifos. E by the looks of it, até as portas da sala estão à venda.
- sempre que observo a minha própria letra em cirílico penso que não tenho mesmo jeito nenhum para desenho. Que fará para russo...
- hoje veio uma senhora ucraniana pedir-me dinheiro. Eu perguntei-lhe se ela não queria oбед... Abrevio agora a história para vos dizer que só posso concluir que das duas uma: ou a mulher não gostou da cara de nenhum dos bolos que estava na montra do café ou o meu sotaque é pior do que eu imaginava e a senhora achou melhor não se meter com malucos.
"postado" pela menina
mines
às
5:29 p.m.
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quinta-feira, outubro 18, 2007
qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência
Ou melhor: qualquer semelhança do cirílico com o nosso alfabeto é pura coincidência e qualquer assumption relativamente ao som de cada letra está, muito provavelmente, errada.
Porquê? Ora, eu passo a exemplificar com uma palavra muito usada universalmente. Sim em russo diz-se dá. Sim em russo escreve-se ga. Sim em russo com letra de imprensa tem a seguinte forma дa.
Caso para dizer: “What the foink?!”
Duas horas de aula e sei seis letras do alfabeto. Yap. Seis letras. Isto porque há que aprender as quatro formas gráficas de cada letra, o seja, as duas de imprensa mais as duas no formato escrito. Ah! E mais o som de cada uma...que, escusado será dizer, não lembra ao diabo. Entre aprender a reconhecê-las, a desenhá-las, e a dizê-las... palavra que não sei o que será pior.
Caso para dizer outra vez: “What the foink?!”
Boas notícias: o verbo ser (cujo som em português, segundo diz o Rodolfo e muito bem, se assemelha a uma qualquer interjeição bufada, tipo buit) não se conjuga no tempo presente e nem sequer se usa na construção das frases! O que, evidentemente, soa a qualquer coisa tipo: “Eu Inês” ou “Isto caneta”. Mas é um ponto positivo no meio de tanto nó no cérebro.
Lembro-me de um texto que li há algum tempo sobre as maravilhosas vantagens para a saúde metal que surgem das connections cerebrais que são feitas na aprendizagem e uso de uma língua totalmente diferente daquela em que normalmente nos expressamos. Acho que o vou procurar a ver se me dá algum incentivo, já que, ao fim da primeira aula ainda não aprendi palavrão nenhum. Desmoralizador, no mínimo.
Da svidania!, ou melhor tchauzinho!, ou до cвидaния! Mas só para as que foram capazes de ler este post até ao fim sem no seu íntimo pensarem: “Esta gaja é doida se acha que algum dia vai ler Tostoi no original”.
Agora, uma última vez, todas juntas e com ar de parvas: “What the foink?!”
"postado" pela menina
mines
às
1:54 p.m.
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